domingo, 7 de julho de 2013
sábado, 6 de julho de 2013
II – AUTORIDADE DA DOUTRINA ESPÍRITA
CONTROLE UNIVERSAL DO ENSINO
DOS ESPÍRITOS
Se a Doutrina Espírita fosse de concepção puramente humana, não
ofereceria por penhor senão as luzes daquele que a houvesse concebido. Ora,
ninguém, neste mundo, poderia alimentar fundadamente a pretensão de possuir, com
exclusividade, a verdade absoluta. Se os Espíritos que a revelaram se houvessem
manifestado a um só homem, nada lhe garantiria a origem, porquanto fora mister
acreditar, sob palavra, naquele que dissesse ter recebido deles o ensino.
Admitida, de sua parte, sinceridade perfeita, quando muito poderia ele convencer
as pessoas de suas relações; conseguiria sectários, mas nunca chegaria a
congregar todo o mundo.
Quis Deus que a nova revelação chegasse aos homens por mais
rápido caminho e mais autêntico. Incumbiu, pois, os Espíritos de levá-la de um
pólo a outro, manifestando-se por toda a parte, sem conferir a ninguém o
privilégio de
Quanto aos médiuns, abstivemo-nos de nomeá-los. Na maioria dos casos,
não os designamos a pedido deles próprios e, assim sendo, não convinha fazer
exceções. Ao demais, os nomes dos médiuns nenhum valor teriam acrescentado à obra
dos Espíritos. Mencioná-los mais não fora, então, do que satisfazer ao
amor-próprio, coisa a que os médiuns verdadeiramente sérios nenhuma importância
ligam. Compreendem eles que, por ser meramente passivo o papel que lhes toca, o
valor das comunicações em nada lhes exalça o mérito pessoal; e que seria pueril
envaidecerem-se de um trabalho de inteligência ao qual é apenas mecânico o
concurso que prestam.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
O porvir e o nada 2ª Parte
Um moço de dezoito anos, afetado de uma enfermidade do
coração, foi declarado incurável. A Ciência havia dito: Pode morrer dentro de oito
dias ou de dois anos, mas não irá além. Sabendo-o, o moço para logo abandonou
os estudos e entregou-se a excessos de todo o gênero.
Quando se lhe ponderava o perigo de uma vida desregrada,
respondia: Que me importa, se não tenho mais de dois anos de vida? De que me
serviria fatigar o espírito? Gozo o pouco que me resta e quero divertir-me até
o fim. — Eis a conseqüência lógica do niilismo. Se este moço fora espírita, teria dito: A morte só destruirá o
corpo, que deixarei como fato usado, mas o meu Espírito viverá.
Serei na vida futura aquilo que eu próprio houver feito de mim nesta
vida; do que nela puder adquirir em qualidades morais e intelectuais nada
perderei, porque será outro tanto de ganho para o meu adiantamento; toda a
imperfeição de que me livrar será um passo a mais para a felicidade. A minha
felicidade ou infelicidade depende da utilidade ou inutilidade da presente
existência. É portanto de meu interesse aproveitar o pouco tempo que me resta, e evitar tudo o que possa diminuir-me as forças. Qual destas
doutrinas é preferível?
Mas, se a religião se mostra impotente para sustar a incredulidade,
é que lhe falta alguma coisa na luta. Se por outro lado a religião se
condenasse à imobilidade, estaria, em dado tempo, dissolvida.
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