CONTROLE UNIVERSAL DO ENSINO
DOS ESPÍRITOS
Se a Doutrina Espírita fosse de concepção puramente humana, não
ofereceria por penhor senão as luzes daquele que a houvesse concebido. Ora,
ninguém, neste mundo, poderia alimentar fundadamente a pretensão de possuir, com
exclusividade, a verdade absoluta. Se os Espíritos que a revelaram se houvessem
manifestado a um só homem, nada lhe garantiria a origem, porquanto fora mister
acreditar, sob palavra, naquele que dissesse ter recebido deles o ensino.
Admitida, de sua parte, sinceridade perfeita, quando muito poderia ele convencer
as pessoas de suas relações; conseguiria sectários, mas nunca chegaria a
congregar todo o mundo.
Quis Deus que a nova revelação chegasse aos homens por mais
rápido caminho e mais autêntico. Incumbiu, pois, os Espíritos de levá-la de um
pólo a outro, manifestando-se por toda a parte, sem conferir a ninguém o
privilégio de
Quanto aos médiuns, abstivemo-nos de nomeá-los. Na maioria dos casos,
não os designamos a pedido deles próprios e, assim sendo, não convinha fazer
exceções. Ao demais, os nomes dos médiuns nenhum valor teriam acrescentado à obra
dos Espíritos. Mencioná-los mais não fora, então, do que satisfazer ao
amor-próprio, coisa a que os médiuns verdadeiramente sérios nenhuma importância
ligam. Compreendem eles que, por ser meramente passivo o papel que lhes toca, o
valor das comunicações em nada lhes exalça o mérito pessoal; e que seria pueril
envaidecerem-se de um trabalho de inteligência ao qual é apenas mecânico o
concurso que prestam.
