sexta-feira, 30 de agosto de 2013

INJÚRIAS E VIOLÊNCIAS







1. Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra. (S. MATEUS, 5:5.)
2. Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. (S. MATEUS, 5:9.)
3. Sabeis que foi dito aos antigos: Não matareis e quem quer que mate merecerá condenação pelo juízo. – Eu, porém, vos digo que quem quer que se puser em cólera contra seu irmão merecerá condenação no juízo; que aquele que disser a seu irmão: Raca, merecerá condenado pelo conselho; e que aquele que lhe disser: És louco, merecerá condenado ao fogo do inferno. (S. MATEUS, 5:21 e 22.)

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A PORTA ESTREITA





3. Entrai pela porta estreita, porque larga é a
porta da perdição e espaçoso o caminho que a
ela conduz, e muitos são os que por ela entram.
– Quão pequena é a porta da vida! quão apertado
o caminho que a ela conduz! e quão poucos a
encontram! (S. MATEUS, 7:13 e 14.)
4. Tendo-lhe alguém feito esta pergunta: Senhor,
serão poucos os que se salvam? Respondeu-lhes
ele: – Esforçai-vos por entrar pela porta estreita,
pois vos asseguro que muitos procurarão transpô-
-la e não o poderão. – E quando o pai de família
houver entrado e fechado a porta, e vós, de fora,
começardes a bater, dizendo: Senhor, abre-nos;
ele vos responderá: não sei donde sois.
– Pôr-vos-eis a dizer: Comemos e bebemos na
tua presença e nos instruíste nas nossas praças
públicas. – Ele vos responderá: Não sei donde
sois; afastai-vos de mim, todos vós que
praticais a iniqüidade.
Então, haverá prantos e ranger de dentes,
quando virdes que Abraão, lsaac, Jacob e todos
os profetas estão no reino de Deus e que vós outros
sois dele expelidos. – Virão muitos do Oriente
e do Ocidente, do Setentrião e do Meio-Dia,
que participarão do festim no reino de Deus. –
Então, os que forem últimos serão os primeiros e
os que forem primeiros serão os últimos.
(S. LUCAS, 13:23 a 30.)




5. Larga é a porta da perdição, porque são numerosas as paixões más e porque o maior número envereda pelo caminho do mal. É estreita a da salvação, porque a grandes esforços sobre si mesmo é obrigado o homem que a queira transpor, para vencer suas más tendências, coisa a que poucos se resignam. É o complemento da máxima: “Muitos são os chamados e poucos os escolhidos.”
Tal o estado da Humanidade terrena, porque, sendo a Terra mundo de expiação, nela predomina o mal. Quando se achar transformada, a estrada do bem será a mais freqüentada.

PARÁBOLA DO FESTIM DE BODAS





1. Falando ainda por parábolas, disse-lhes
Jesus: O reino dos céus se assemelha a um rei
que, querendo festejar as bodas de seu filho –
despachou seus servos a chamar para as bodas
os que tinham sido convidados; estes, porém,
recusaram ir. – O rei despachou outros servos
com ordem de dizer da sua parte aos convidados:
Preparei o meu jantar; mandei matar os
meus bois e todos os meus cevados; tudo está
pronto; vinde às bodas. – Eles, porém, sem se
incomodarem com isso, lá se foram, um para a
sua casa de campo, outro para o seu negócio.
– Os outros pegaram dos servos e os mataram,
depois de lhes haverem feito muitos ultrajes. –
Sabendo disso, o rei se tomou de cólera e, mandando
contra eles seus exércitos, exterminou os
assassinos e lhes queimou a cidade.
Então, disse a seus servos: O festim das bodas
está inteiramente preparado; mas, os que
para ele foram chamados não eram dignos dele.
Ide, pois, às encruzilhadas e chamai para as
bodas todos quantos encontrardes. – Os servos
então saíram pelas ruas e trouxeram todos os
que iam encontrando, bons e maus; a sala das
bodas se encheu de pessoas que se puseram à
mesa.
Entrou, em seguida, o rei para ver os que estavam
à mesa, e, dando com um homem que não
vestia a túnica nupcial – disse-lhe: Meu amigo,
como entraste aqui sem a túnica nupcial? O homem
guardou silêncio. – Então, disse o rei à sua
gente: Atai-lhe as mãos e os pés e lançai-o nas
trevas exteriores: aí é que haverá prantos e ranger
de dentes – porquanto, muitos há chamados,
mas poucos escolhidos. (S. MATEUS, 22:1 a 14.)



2. O incrédulo sorri a esta parábola, que lhe parece de pueril ingenuidade, por não compreender que se possa opor tanta dificuldade para assistir a um festim e, ainda menos, que convidados levem a resistência a ponto de massacrarem os enviados do dono da casa. “As parábolas”, diz ele, o incrédulo, “são, sem dúvida, imagens; mas, ainda assim, mister se torna que não ultrapassem os limites do verossímil”.
Outro tanto pode ser dito de todas as alegorias, das mais engenhosas fábulas, se não lhes forem tirados os respectivos envoltórios, para ser achado o sentido oculto.
Jesus compunha as suas com os hábitos mais vulgares da vida e as adaptava aos costumes e ao caráter do povo a quem falava. A maioria delas tinha por objeto fazer penetrar nas massas populares a idéia da vida espiritual, parecendo muitas ininteligíveis, quanto ao sentido, apenas por não se colocarem neste ponto de vista os que as interpretam.
Na de que tratamos, Jesus compara o reino dos Céus, onde tudo é alegria e ventura, a um festim. Falando dos primeiros convidados, alude aos hebreus, que foram os primeiros chamados por Deus ao conhecimento da sua Lei.