9. “Amemo-nos uns aos outros e façamos aos outros o
que quereríamos nos fizessem eles.” Toda a religião, toda a moral se
acham encerradas nestes dois preceitos. Se fossem observados nesse mundo, todos
seríeis felizes: não mais aí ódios, nem ressentimentos. Direi ainda: não mais
pobreza, porquanto, do supérfluo da mesa de cada rico, muitos pobres se alimentariam e não mais veríeis, nos
quarteirões sombrios onde habitei durante a minha última encarnação, pobres
mulheres arrastando consigo miseráveis crianças a quem tudo faltava.
Ricos! pensai nisto um pouco. Auxiliai os infelizes o melhor que
puderdes. Dai, para que Deus, um dia, vos retribua o bem que houverdes feito,
para que tenhais, ao sairdes do vosso invólucro terreno, um cortejo de
Espíritos agradecidos, a receber-vos no limiar de um mundo mais ditoso.
Se pudésseis saber da alegria que experimentei ao encontrar no
Além aqueles a quem, na minha última existência, me fora dado servir!...


