sexta-feira, 8 de maio de 2020
sábado, 2 de maio de 2020
OS ANIMAIS E O HOMEM
594. Têm os animais alguma linguagem?
“Se vos referis a uma linguagem formada de sílabas e
palavras, não. Meio, porém, de se comunicarem entre si,
têm. Dizem uns aos outros muito mais coisas do que
imaginais. Mas, essa mesma linguagem de que dispõem é
restrita às necessidades, como restritas também são as
idéias que podem ter.”
a) — Há, entretanto, animais que carecem de voz. Esses
parece que nenhuma linguagem usam, não?
“Compreendem-se por outros meios. Para vos comunicardes reciprocamente, vós outros, homens, só dispondes
da palavra? E os mudos? Facultada lhes sendo a vida de
relação, os animais possuem meios de se prevenirem e de
exprimirem as sensações que experimentam. Pensais que
os peixes não se entendem entre si?
quarta-feira, 15 de abril de 2020
A LEI HUMANA E A LEI DE DEUS
Trecho retirado do livro "O Evangelho Segundo O Espiritismo" - Allan Kardec - Feb
"A lei humana atinge certas faltas e as pune. Pode, então, o condenado reconhecer que sofre a consequência do que fez. Mas a lei não atinge, nem pode atingir todas as faltas;
incide especialmente sobre as que trazem prejuízo à sociedade e não sobre as que só prejudicam os que as cometem.
Deus, porém, quer que todas as suas criaturas progridam e, portanto, não deixa impune qualquer desvio do caminho reto. Não há falta alguma, por mais leve que seja, nenhuma infração da sua lei, que não acarrete forçosas e inevitáveis consequências, mais ou menos deploráveis.
terça-feira, 24 de março de 2020
QUADRO DO INFERNO PAGÃO
9. O conhecimento do inferno pagão nos é fornecido quase
exclusivamente pela narrativa dos poetas. Homero e Vergílio
dele deram a mais completa descrição, devendo, contudo,
levar-se em conta as necessidades poéticas impostas à forma. A descrição de Fénelon, no Telêmaco, posto que haurida na mesma fonte quanto às crenças fundamentais, tem a
simplicidade mais concisa da prosa.
Descrevendo o aspecto lúgubre dos lugares, preocupa-se,
principalmente, em realçar o gênero de sofrimento dos culpados, estendendo-se sobre a sorte dos maus reis com vista à instrução do seu régio discípulo. Por muito popular
que seja esta obra, nem todos têm presente à memória a
sua descrição, ou não meditaram sobre ela de modo a estabelecer comparação, e assim acreditamos de utilidade reproduzir os tópicos que mais diretamente interessam ao
nosso assunto, isto é, os que se referem especialmente às
penas individuais.
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