segunda-feira, 12 de agosto de 2013
sábado, 10 de agosto de 2013
Intervenção dos demônios nas modernas manifestações – 2ª Parte.
“Ora se apresentam como divindades e bons gênios, ora assimilam
nomes e mesmo traços de memorados mortos.
Com o auxílio de tais fraudes dignas da antiga serpente, falam e
são ouvidos; dogmatizam e são acreditados; misturam com suas mentiras algumas
verdades e inculcam o erro debaixo de todas as formas. Eis o que significam as
pretensas revelações de além-túmulo. E é para tal resultado que
a madeira e a pedra, as florestas e as fontes, o santuário dos ídolos e os pés
das mesas e as mãos das crianças se tornam oráculos: é por isso que a pitonisa
profetiza em delírio; que o ignorante se torna cientista num sono misterioso.
Enganar e perverter, tal é, em toda parte e de todos os tempos, o supremo
objetivo dessas manifestações.
“Os resultados surpreendentes dessas práticas ou atos ordinariamente
fantásticos e ridículos, não podendo provir da sua virtude intrínseca, nem da ordem estabelecida por Deus, só podem ser atribuídos ao concurso das potências ocultas. Tais são, notadamente, os fenômenos
extraordinários obtidos em nossos dias pelos processos aparentemente inofensivos do magnetismo, como os das mesas
falantes.
Por meio das operações da moderna magia, vemos reproduzirem-se
no presente as evocações, as consultas, as curas e sortilégios que ilustraram os templos dos
ídolos e os antros das sibilas. Como outrora, interroga-se a madeira e esta responde; manda-se e ela obedece; isto em todas as
línguas e sobre todos os assuntos; acha-se a gente em presença de seres invisíveis
a usurparem nomes de mortos, e cujas pretensas revelações têm o cunho da
contradição e da mentira; formas inconsistentes e leves aparecem rápidas e
repentinas, patenteando-se dotadas de força sobre-humana.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Intervenção dos demônios nas modernas manifestações - 1ª Parte.
1. Os modernos fenômenos do Espiritismo têm atraído
a atenção sobre fatos análogos de todos os tempos, e nunca a História foi tão
compulsada neste sentido como ultimamente.
Pela semelhança dos efeitos, inferiu-se a unidade da causa. Como
sempre acontece relativamente a fatos extraordinários que o senso comum
desconhece, o vulgo viu nos fenômenos espíritas uma causa sobrenatural, e a
superstição completou o erro ajuntando-lhes absurdas crendices. Provém daí uma
multidão de lendas que, pela maior parte, são um amálgama de poucas verdades e
muitas mentiras.
2. As doutrinas sobre o demônio, prevalecendo por
tanto tempo, haviam de tal maneira exagerado o seu poder, que fizeram, por
assim dizer, esquecer Deus; por toda parte surgia o dedo de Satanás, bastando
para tanto que o fato observado ultrapassasse os limites do poder humano. Até as
coisas melhores, as descobertas mais úteis, sobretudo as que podiam abalar a
ignorância e alargar o circulo das ideias — foram tidas muita vez por obras
diabólicas. Os fenômenos espíritas de nossos dias, mais generalizados e mais
bem observados à luz da razão e com o auxilio da Ciência, confirmaram, é certo,
a intervenção de inteligências ocultas, porém agindo dentro de leis naturais e
revelando por sua ação uma nova força e leis até então desconhecidas.
A questão reduz-se, portanto, a saber de que ordem são essas
inteligências. Enquanto se não possuía do mundo espiritual noções mais que
incertas e sistemáticas, a verdade podia ser desviada; mas hoje que observações
rigorosas e estudos experimentais esclareceram a natureza, origem e destino dos
Espíritos, bem como o seu modo de ação e papel no Universo — hoje, dizemos, a
questão se resolve por fatos. Sabemos, agora, que essas inteligências ocultas
são as almas dos que viveram na Terra. Sabemos também que as diversas categorias
de bons e maus Espíritos não são seres de espécies diferentes, porém que apenas
representam graus diversos de adiantamento. Segundo a posição que ocupam em virtude do desenvolvimento
intelectual e moral, os seres que se manifestam apresentam os mais fundos
contrastes, sem que por isso possamos supor não tenham saído todos da grande
família humana, do mesmo modo que o selvagem, o bárbaro e o homem civilizado.
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