terça-feira, 22 de setembro de 2015

OBJETIVO DA ADORAÇÃO





649. Em que consiste a adoração? “Na elevação do pensamento a Deus. Deste, pela adoração, aproxima o homem sua alma.”
650. Origina-se de um sentimento inato a adoração, ou é fruto de ensino? “Sentimento inato, como o da existência de Deus. A consciência da sua fraqueza leva o homem a curvar-se diante daquele que o pode proteger.”
651. Terá havido povos destituídos de todo sentimento de adoração? “Não, que nunca houve povos de ateus. Todos compreendem que acima de tudo há um Ente Supremo.”
652. Poder-se-á considerar a lei natural como fonte originária da adoração? “A adoração está na lei natural, pois resulta de um sentimento inato no homem. Por essa razão é que existe entre todos os povos, se bem que sob formas diferentes.”

ADORAÇÃO EXTERIOR

653. Precisa de manifestações exteriores a adoração? “A adoração verdadeira é do coração. Em todas as vossas ações, lembrai-vos sempre de que o Senhor tem sobre vós o seu olhar.”
a) — Será útil a adoração exterior? “Sim, se não consistir num vão simulacro. É sempre útil dar um bom exemplo. Mas, os que somente por afetação e amor-próprio o fazem, desmentindo com o proceder a aparente piedade, mau exemplo dão e não imaginam o mal que causam.”

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O ÓBOLO DA VIÚVA




5. Estando Jesus sentado defronte do gazofilácio,
a observar de que modo o povo lançava ali o
dinheiro, viu que muitas pessoas ricas o deitavam
em abundância. – Nisso, veio também uma
pobre viúva que apenas deitou duas pequenas
moedas do valor de dez centavos cada uma. –
Chamando então seus discípulos, disse-lhes: Em
verdade vos digo que esta pobre viúva deu muito
mais do que todos os que antes puseram suas
dádivas no gazofilácio; – por isso que todos os
outros deram do que lhes abunda, ao passo que
ela deu do que lhe faz falta, deu mesmo tudo o
que tinha para seu sustento. (S. MARCOS, 12:41 a
44; S. LUCAS, 21:1 a 4.)


6. Muita gente deplora não poder fazer todo o bem que desejara, por falta de recursos suficientes, e, se desejam possuir riquezas, é, dizem, para lhes dar boa aplicação. É sem dúvida louvável a intenção e pode até nalguns ser sincera. 
Dar-se-á, contudo, seja completamente desinteressada em todos? Não haverá quem, desejando fazer bem aos outros, muito estimaria poder começar por fazê-lo a si próprio, por proporcionar a si mesmo alguns gozos mais, por usufruir de um pouco do supérfluo que lhe falta, pronto a dar aos pobres o resto? Esta segunda intenção, que esses tais porventura dissimulam aos seus próprios olhos, mas que se lhes depararia no fundo dos seus corações, se eles os perscrutassem, anula o mérito do intento, visto que, com a verdadeira caridade, o homem pensa nos outros antes de pensar em si. O ponto sublimado da caridade, nesse caso, estaria em procurar ele no seu trabalho, pelo emprego de suas forças, de sua inteligência, de seus talentos, os recursos de que carece para realizar seus generosos propósitos. 
Haveria nisso o sacrifício que mais agrada ao Senhor. Infelizmente, a maioria vive a sonhar com os meios de mais facilmente se enriquecer de súbito e sem esforço, correndo atrás de quimeras, quais a descoberta de tesouros, de uma favorável ensancha aleatória, do recebimento de inesperadas heranças, etc. Que dizer dos que esperam encontrar nos Espíritos auxiliares que os secundem na consecução de tais objetivos? Certamente não conhecem, nem compreendem a sagrada finalidade do Espiritismo e, ainda menos, a missão dos Espíritos a quem Deus permite se comuniquem com os homens. Daí vem o serem punidos pelas decepções, (O Livro dos Médiuns, 2ª Parte, nos 294 e 295.)