quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
A FÉ: MÃE DA ESPERANÇA E DA CARIDADE
11. Para ser proveitosa, a fé tem de ser ativa; não deve entorpecer-se.
Mãe de todas as virtudes que conduzem a Deus, cumpre-lhe velar atentamente pelo
desenvolvimento dos filhos que gerou.
A esperança e a caridade são corolários da fé e
formam com esta uma trindade inseparável. Não é a fé que faculta a esperança na
realização das promessas do Senhor? Se não tiverdes fé, que esperareis? Não é a
fé que dá o amor? Se não tendes fé, qual será o vosso reconhecimento e,
portanto, o vosso amor?
Inspiração divina, a fé desperta todos os instintos
nobres que encaminham o homem para o bem. É a base da regeneração. Preciso é,
pois, que essa base seja forte e durável, porquanto, se a mais ligeira dúvida a
abalar, que será do edifício que sobre ela construírdes? Levantai,
conseguintemente, esse edifício sobre alicerces inamovíveis. Seja mais forte a
vossa fé do que os sofismas e as zombarias dos incrédulos, visto que a fé que
não afronta o ridículo dos homens não é fé verdadeira.
A fé sincera é empolgante e contagiosa;
comunica-se aos que não na tinham, ou, mesmo, não desejariam tê-la. Encontra
palavras persuasivas que vão à alma, ao passo que a fé aparente usa de palavras
sonoras que deixam frio e indiferente quem as escuta. Pregai pelo exemplo da
vossa fé, para a incutirdes nos homens. Pregai pelo exemplo das vossas obras
para lhes demonstrardes o merecimento da fé. Pregai pela vossa esperança firme,
para lhes dardes a ver a confiança que fortifica e põe a criatura em condições de
enfrentar todas as vicissitudes da vida.
domingo, 8 de novembro de 2015
terça-feira, 3 de novembro de 2015
A REALEZA DE JESUS
4. Que não é deste mundo o reino de Jesus todos compreendem, mas, também na Terra não terá ele uma realeza? Nem sempre o título de rei implica o exercício do poder temporal. Dá-se esse título, por unânime consenso, a todo aquele que, pelo seu gênio, ascende à primeira plana numa ordem de idéias quaisquer, a todo aquele que domina, o seu século e influi sobre o progresso da Humanidade.
É nesse sentido que se costuma dizer: o rei ou príncipe dos filósofos, dos artistas, dos poetas, dos escritores, etc. Essa realeza, oriunda do mérito pessoal, consagrada pela posteridade, não revela, muitas vezes, preponderância bem maior do que a que cinge a coroa real? Imperecível é a primeira,
enquanto esta outra é joguete das vicissitudes; as gerações que se sucedem à primeira sempre a bendizem, ao passo que, por vezes, amaldiçoam a outra. Esta, a terrestre, acaba com a vida; a realeza moral se prolonga e mantém o seu poder, governa, sobretudo, após a morte. Sob esse aspecto não é Jesus mais poderoso rei do que os potentados da Terra? Razão, pois, lhe assistia para dizer a Pilatos, conforme disse: “Sou rei, mas o meu reino não é deste mundo.”
DO LIVRO: "O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO" ALLAN KARDEC - FEB
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