quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
PRELÚDIO DA VOLTA
330. Sabem os Espíritos em que época
reencarnarão? “Pressentem-na,
como sucede ao cego que se aproxima do fogo. Sabem que têm de retomar um
corpo, como sabeis que tendes de morrer um dia, mas ignoram quando isso
se dará.” (166)
a)— Então, a reencarnação é uma
necessidade da vida espírita, como a morte o é da vida corporal? “Certamente; assim é.”
331. Todos os Espíritos se preocupam com
a sua reencarnação? “Muitos há que em tal coisa não
pensam, que nem sequer a compreendem. Depende de estarem mais ou menos
adiantados. Para alguns, a incerteza em que se acham do futuro que
os aguarda constitui punição.”
332. Pode o Espírito apressar ou
retardar o momento da sua reencarnação?
“Pode apressá-lo, atraindo-o por um
desejo ardente. Pode igualmente distanciá-lo, recuando diante da prova, pois
entre os Espíritos também há covardes e indiferentes. Nenhum, porém, assim
procede impunemente, visto que sofre por isso, como aquele que recusa o remédio
capaz de curá-lo.”
333. Se se considerasse bastante feliz,
numa condição mediana entre os Espíritos errantes e, conseguintemente, não
ambicionasse elevar-se, poderia um Espírito prolongar indefinidamente esse
estado? “Indefinidamente,
não. Cedo ou tarde, o Espírito sente a necessidade de progredir. Todos
têm que se elevar; esse o destino de todos.”
334. Há predestinação na união da alma
com tal ou tal corpo, ou só à última hora é feita a escolha do corpo que ela
tomará?
“O Espírito é sempre, de antemão,
designado. Tendo escolhido a prova a que queira submeter-se, pede para encarnar.
Ora, Deus, que tudo sabe e vê, já antecipadamente sabia e vira que tal Espírito
se uniria a tal corpo.”
335. Cabe ao Espírito a escolha do corpo
em que encarne, ou somente a do gênero de vida que lhe sirva de prova? “Pode também escolher o corpo,
porquanto as imperfeições que este apresente ainda serão, para o
Espírito, provas que lhe auxiliarão o progresso, se vencer os obstáculos
que lhe oponha. Nem sempre, porém, lhe é permitida a escolha do seu
invólucro corpóreo; mas, simplesmente, a faculdade de pedir que seja tal
ou qual.”
domingo, 2 de fevereiro de 2014
A Indulgência
16. Espíritas, queremos falar-vos hoje da
indulgência, sentimento doce e fraternal que todo homem deve alimentar para com
seus irmãos, mas do qual bem poucos fazem uso.
A indulgência não vê os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita
falar deles, divulgá-los. Ao contrário, oculta-os, a fim de que se não tornem
conhecidos senão dela unicamente, e, se a malevolência os descobre, tem sempre
pronta uma escusa para eles, escusa plausível, séria, não das que, com aparência
de atenuar a falta, mais a evidenciam com pérfida intenção.
A indulgência jamais se ocupa com os maus atos de outrem, a
menos que seja para prestar um serviço; mas, mesmo neste caso, tem o cuidado de
os atenuar tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, não tem nos
lábios censuras; apenas conselhos e, as mais das vezes, velados. Quando
criticais, que consequência se há de tirar das vossas palavras? A de que não
tereis feito o que reprovais, visto que, estais a censurar; que valeis mais do
que o culpado.
Ó homens! quando será que julgareis os vossos próprios corações,
os vossos próprios pensamentos, os vossos próprios atos, sem vos ocupardes com
o que fazem vossos irmãos? Quando só tereis olhares severos sobre vós mesmos? Sede,
pois, severos para convosco, indulgentes para com os outros. Lembrai-vos
daquele que julga em última instância, que vê os pensamentos íntimos de cada
coração e que, por conseguinte, desculpa muitas vezes as faltas que censurais,
ou condena o que relevais, porque conhece o móvel de todos os atos. Lembrai-vos
de que vós, que clamais em altas vozes: anátema! tereis, quiçá, cometido faltas
mais graves.
Sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulgência atrai,
acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita. – José, Espírito protetor. (Bordéus, 1863.)
17. Sede indulgentes com as faltas alheias,
quaisquer que elas sejam; não julgueis com severidade senão as vossas próprias
ações e o Senhor usará de indulgência para convosco, como de indulgência
houverdes usado para com os outros.
Sustentai os fortes: animai-os à perseverança. Fortalecei os
fracos, mostrando-lhes a bondade de Deus, que leva em conta o menor
arrependimento; mostrai a todos o anjo da penitência estendendo suas brancas
asas sobre as faltas dos humanos e velando-as assim aos olhares daquele que não
pode tolerar o que é impuro. Compreendei todos a misericórdia infinita de vosso
Pai e não esqueçais nunca de lhe dizer, pelos pensamentos, mas, sobretudo,
pelos atos: “Perdoai as nossas ofensas, como perdoamos aos que nos hão
ofendido.” Compreendei bem o valor destas sublimes palavras, nas quais não somente
a letra é admirável, mas principalmente o ensino que ela veste.
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